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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Como evitar o consumo excessivo de drogas em festas e demais eventos sociais?

      Ultimamente muito se discute sobre o abuso no uso de drogas lícitas e ilícitas. No entanto, devido à falta de ações preventivas efetivas direcionadas ao público alvo, à ausência de conscientização do jovem sobre as prováveis conseqüências ou à influência do ciclo social, o consumo de drogas está crescendo cada vez mais, principalmente na adolescência.
       Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil resistir ao prazer, pois ele norteia os desejos e muitas atitudes dos seres vivos. A droga provoca um prazer ilusório e efêmero, que engana o organismo, o qual passa a desejá-lo sempre mais, ou até mesmo a tornar-se dependente dele. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele é prejudicial à saúde e influencia negativamente a qualidade de vida das pessoas. É de suma importância que as campanhas preventivas mostrem a diferença que há entre o que é realmente bom e o que é apenas gostoso.



        Para que uma proposta de prevenção possa ser bem sucedida, encontrar receptividade na população-alvo e surtir efeitos concretos, é fundamental que as ações sejam orientadas por idéias construtivas, considerando as necessidades e características biopsicossociais do homem. É necessário refletir sobre os motivos os quais fazem as pessoas consumirem drogas e tentar combatê-los, visando a educação em prol da formação do sujeito e da sua inserção social a partir da promoção da qualidade e valorização da vida.
        Os jovens buscam prazer de diversas formas, dentre elas, está o convívio com um grupo social relacionado com as suas crenças pessoais. Um momento no qual os jovens interagem entre si é através de festas, “raves”, reuniões com amigos - eventos socias de uma forma geral. Mas também são nesses eventos que ocorre o maior consumo de drogas devido tanto a ampla disponibilidade dessas drogas e pouca fiscalização como também a própria necessidade do jovem de se afirmar perante a sociedade e até mesmo de encontrar maneiras de fugir de seus problemas.



       É necessário oferecer alternativa de entretenimento seguro para os jovens, além de combater efetivamente o consumo de drogas lícitas, como o álcool, nessas festas, pois o uso de drogas normalmente está associado ao consumo de álcool, o qual normalmente é liberado - mesmo que ilegalmente- para praticamente todas as faixas etárias.
           Além disso, é necessário promover programas de prevenção destinados aos jovens, os quais podem ser relativos a informações sobre drogas, desenvolvidas através de cursos, seminários, material didático etc., visando informações objetivas e científicas sobre as drogas, seus efeitos e conseqüências. Mas também podem ser relacionadas à saúde, atuando pedagogicamente, transmitindo conhecimentos, criando atitudes, discutindo valores, com a finalidade de estabelecer comportamentos, hábitos e estilo de vida saudáveis.



        O jovem está freqüentemente em contato com usuários e locais nos quais as drogas estão disponíveis, no entanto, é interessante colocar o jovem em contato com pessoas que adoeceram devido a drogas, fazendo-o ver o que as drogas podem causar, quais podem ser as conseqüências de seu divertimento, como é difícil desvincular-se da droga a partir do momento em que as pessoas tornam-se viciadas. Concomitantemente é interessante discutir sobre o potencial de abuso de cada droga a fim de desestimular o jovem a experimentar as drogas.
         Apesar de ser embasada no medo, essa prevenção é impactante pois faz o jovem refletir sobre as conseqüências de sua diversão e o coloca em contato direto com a realidade de pessoas que tornaram-se dependentes. Dessa forma, se associada com outros programas de prevenção, os quais dão embasamento científico à campanha e visem a educação do jovem, essa é uma maneira eficaz de conscientizar os jovens sobre as conseqüências do abuso no consumo de drogas tanto lícitas quanto ilícitas.


Texto por ALAIS DAIANE FADINI KLEINFELDER - Equipe Viver não é uma droga



Créditos das imagens:







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